Descobri, consumindo muitos conteúdos
de vídeos curtos, a técnica de fitotipia. A fitotipia é basicamente a
revelação de fotos em folhas específicas e verdes, recém colhidas. As fotografias são
impressas em uma folha transparente, exemplo do acetato, prensadas sobre o
vidro, a folha e a impressão fotográfica é exposta ao sol pleno durante dias,
até que a impressão fotográfica em preto e branco faça sombra sobre a folha, ou
revele-se, degradando a clorofila da folha, em outras palavras, retirando o
pigmento verde juvenil da folha e dando-lhe um aspecto de ressecada ou antiga
com o sombreamento da fotografia.
Adianto que, mesmo não sendo um processo complicado, nem
sempre há resultado ou mesmo há o resultado esperado. Já fiz umas três
tentativas e obtive apenas dois resultados minimamente satisfatórios. Relatos, que se prensadas ou guardadas em livros, as fitotipias podem durar até dois anos. Minha primeira tentativa foi em uma folha de zamioculca, que não obtive resultado e imagina que seja por ela ser mais grossa, descarrtei e desisti dessa espécie, mesmo sendo a única que cultivo. Minha segunda tentativa, com mais resultado, a que exponho na sequência, foi com folhas de bougainville, ou Primavera, que colhi sorrateiramente em alguma calçada. Fitotipia é, portanto, minha nova obsessão fotográfica do momento. Involuntariamente, me pego examinando os jardins alheios enquanto caminho em busca de possíveis folhas compatíveis com a técnica.
Imagens: acervo pessoal, 2026.




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https://orcid.org/0000-0003-1330-0099
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