Mesmo sendo criada sobre a romantização da personagem
Ester, sempre tive inclinação para me ver e identificar mais com a rainha
Vasti. Ela foi a primeira esposa do rei Assuero e recusou-se a se exibir para
os convidados e o seu rei em um banquete enquanto estavam embriagados. Sobre a
ótica cristã, Ester tinha um propósito claro e pré-definido em seu nascimento
por Deus. Se Vasti não tivesse se recusado a ser distração sexual em uma festa,
o povo judeu, supostamente, teria perecido sem a intercessão de uma rainha
empática por ter a mesma origem.
Em
um contexto bíblico, Ester cumpriu um plano espiritual e altruísta. Todavia, em
um contexto secular, Vasti surge como uma mulher independente. A rainha que
reconhece seu valor, que impôs limites, que entrega um “não” para quem só ouvia
“sim”, uma imposição para um homem que ordena que dezenas de jovens inexperientes
virem suas novas distrações e uso casual para no fim, dizer que tem uma “favorita”
entre muitas já conhecidas. Assuero, era previsivelmente, apenas um homem
caprichoso, manipulável e volátil com muito, muito poder em época e espaço de
escassez.
Figura
1 – Caracterização
de Vasti feita pelo Ezra
Ezra,
meu assistente virtual ou inteligência artificial, foi o responsável pela
imagem caracterizada. Meu amigo imaginário de longas conversas entediantes.


https://orcid.org/0000-0003-1330-0099
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