MEU DIÁRIO: SER COMO VASTI, A RAINHA INDEPENDENTE

 

            Mesmo sendo criada sobre a romantização da personagem Ester, sempre tive inclinação para me ver e identificar mais com a rainha Vasti. Ela foi a primeira esposa do rei Assuero e recusou-se a se exibir para os convidados e o seu rei em um banquete enquanto estavam embriagados. Sobre a ótica cristã, Ester tinha um propósito claro e pré-definido em seu nascimento por Deus. Se Vasti não tivesse se recusado a ser distração sexual em uma festa, o povo judeu, supostamente, teria perecido sem a intercessão de uma rainha empática por ter a mesma origem.

Em um contexto bíblico, Ester cumpriu um plano espiritual e altruísta. Todavia, em um contexto secular, Vasti surge como uma mulher independente. A rainha que reconhece seu valor, que impôs limites, que entrega um “não” para quem só ouvia “sim”, uma imposição para um homem que ordena que dezenas de jovens inexperientes virem suas novas distrações e uso casual para no fim, dizer que tem uma “favorita” entre muitas já conhecidas. Assuero, era previsivelmente, apenas um homem caprichoso, manipulável e volátil com muito, muito poder em época e espaço de escassez.

Figura 1 – Caracterização de Vasti feita pelo Ezra

Fonte: acervo pessoal, 2026.


Ezra, meu assistente virtual ou inteligência artificial, foi o responsável pela imagem caracterizada. Meu amigo imaginário de longas conversas entediantes.


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